Dona Benta tem medo
Basta as nuvens escurecerem com uma ameaça de chuva, para Dona Benta e vizinhos ficarem irrequietos no final da rua Dorval Luz, no bairro Santa Terezinha. A idosa tem mais de 80 anos e reside na última casa antes da ponte sobre a margem esquerda do riacho Limeira. Em novembro passado, quando parte do Estado de Santa Catarina foi seriamente castigado por chuvas insistentes, Dona Benta e muitos vizinhos tiveram as casas invadidas pela água, que chegou a 70 centímetros de altura em todos os cômodos do simples, mas bem cuidado lar de madeira da mulher.
O riacho Limeira assoreou e a água subiu, invadindo casas e ruas. Ao baixar, além da muita lama o que se via era uma grande quantidade de entulhos. O pior é que as margens foram afetadas em muitos trechos, com desbarrancamentos. E os entulhos permanecem no interior do riacho, passando uma sensação de insegurança aos moradores, que já fizeram oito ligações à secretaria de Obras, na tentativa de uma solução.
“O senhor de novo?” questionou a pessoa que atendeu à última ligação feita por um morador daquele trecho de Brusque. Ele queria apenas saber quando alguém iria ao local, ao menos para ver a situação. Todos, passados 7 meses, continuam esperando.


